Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador
Sábias palavras desse grande gênio.
Um bom momento para reflexão, não é mesmo?!!!
Os Fulanos - Vídeo Sensacional
Posted by Ebrael Shaddai in Sessão Besteirol on 17/12/2009
Para outros vídeos, acesse também o blog de Os Fulanos no endereço:
http://www.osfulanos.com.br/
A Essência da Poesia
Posted by Ebrael Shaddai in AUTOCONHECIMENTO., Crônicas, Minhas Memórias, Minhas Poesias, RELIGIÃO SAGRADO on 16/12/2009
Mas ainda vou tentar lançar uma luz sobre essa palavra. Inspirar, em latim, é sorver o ar para dentro. E o que isso representa para um poeta??
Muitos poderão, e já o fazem, falar que poetas são melosos, manipuladores, vãos sedutores, lunáticos, malucos. Outros poderão se arvorar em renitentes dos anos de 1950 e dizerem que poetas são poetas por não terem mais o que fazer.
Todo essa introdução, esse mini-prólogo, foi para apresentar um texto que fiz há dois anos, perdido nas pilhas de cadernos de anotações antigos, que ainda estão por ser revistos, para tentar explicar a mim mesmo o que era essa maluquice pessoal, chamada Poesia.
PREFÁCIO À POESIA
"Palhoça, 16 de setembro de 2007, 20:55h.
São quase nove horas da noite, e ainda não entendi bulhufas daquilo que eu mesmo escrevi, ao que me atrevo chamar de poesia. São três estrofes subjetivas demais, ao que me parecem incoerentes e desconexas. Fico tentando entender, me perguntando mesmo porque estaria passando meu tempo, aqui, a escrever incoerências. Será que um poeta não teria nada mais o que fazer? Mas, de uma coisa eu tenho certeza: não são apenas pensamentos doidos. São muito mais do que pandorgas ao vento...
O Poeta é um ser estranho: ri de tudo ou chora por tudo. Não consegue ser indiferente a nada, a não ser à própria indiferença. Para ele, a indifernça é algo que não foi realizado em sua essência. A indifernça é aquele estado de coisas que sucede ao aborto de um desejo, e tem aquela cara da Megera das histórias de Medéia. Medéia frustra-se com o desamor de Jasão e procura as Megeras para vingar-se daquilo que não foi.
Para fugir à indiferença e sua tentação relativista e preguiçosa de olhar para o mundo, o Poeta suga todo o Ar ao seu redor, inspira o que lhe estiver vizinho. Sublima tudo aquilo, como em uma Alquimia cardeal, e expira o mesmo ar com impressões diversaS da realidade. Ele traz sonhos à tona. Todo o Mundo Astral e elemental da Natureza humana lhe está disposto, em sua mesa de Mágicas. Então, como num passe de Mágica, suas mãos tecem bordados de flores, linhas de pandorga, cubos de cera. Produz mel de um pote de água e distribui ao seu colibri, seu Pássaro Vestal, para transmutar tudo que está definhando, para catalizar sua própria dor em estar preso em uma jaula de carne e ossos, jaula essa com prazo de validade em contagem regressiva. Então, brincando e rindo-se de si e de seus feitos, o Poeta bagunça tudo que está arrumado, despedaça o que se cristalizou.
O Poeta tem uma religião: o Poeticismo. Poeticismo não é Musismo (culto às Musas), pois as Musas lhe são guarida e protetoras, mas não lhe são por senhoras. Poeticismo é a prática diária de estar perplexo e relatar, em atas congêneres, o resultado desse transe. Esse transe é o inspirar do ar intragável para a maior parte da humanidade doente (em que ele também se inclui), sentir sua dor, e transmutá-la em sons harmônicos. Pois, até da Dor nasce a Harmonia, até no lodo nasce flor!!
O Poeta aprende a reconhecer o brilho nos olhos das pessoas. E não é esse brilho simples de paixão ilusória, de quem acaba de encontrar "a pessoa de sua vida", ou o "salvador de seu mundo". Ele sabe reconhecer, sim, o olho da mudança, o furacão se aproximando, trazendo mudanças. Ora, o furacão é indomado. Contra ele, nada podemos. Então, ele por nós passa, ameaçador, nos refresca, nos sacode, tira tudo do lugar, e ficamos maravilhados com todo esse Poder. Esse é o brilho nos Olhos pelo qual o Poeta procura. Porque ele próprio tem a mesma ânsia do furacão: purgar, limpar o terreno para que tudo possa vir a ser reerguido!!
O Poeta aprendeu que não se deve escrever apologias, mas sim analogias. A essência da Poesia é a metáfora. Um Poeta não escreve "Eu te amo" simplesmente para dizer "Eu te amo". Nas entrelinhas, há muito mais que essas três palavras. Ele escreve códigos, destila letras soltas nas rimas, arranjadas propositalmente, para que o Amor do "Eu te amo", aparentemente genérico, tenha sentido único para quem o leia. É como se ele inserisse, em cada estrofe ou poesia, uma equação, que determinasse qual sentido terá para quem leia.
Enfim... o Poeta deixa pistas, para que todos encontrem com sabor, o que ele próprio gerou a partir de um sofrimento. Não digo sofrimento apenas como dor, mas como parto daquilo que estava engasgado na goela da alma, daquilo que a Alma do Mundo vive, desesperadamente, tentando lhe avisar e ensinar, e que por muito tempo permaneceu em seu caderno amarelado da Memória...
...tal o que aqui rumino, mastigo... tal o que neste momento gero e regenero!"
Ebrael Shaddai.
De Ebrael ... Para Ladyanne
Posted by Ebrael Shaddai in Blogueiros, diHiTT, Minhas Poesias on 13/12/2009
Apenas uma hora por dia..
Voce tem 24h a cada dia.
Agora, comece a descontar as horas já comprometidas com as obrigações e as necessidades que escolheu para sua vida:
- ................h para dormir
- ................h para trabalhar
-................h para tomar banho
-................h para se alimentar
-................h para se vestir
-................h para estudar
-................h para ver TV
-................h para navegar na net, responder e-mails
-................h para telefonar
-................h para cuidar dos filhos
-................h para fazer compras
-................h para cozinhar, lavar louças
-................h para ficar com amigos e familiares
-................h para ficar no transito
-................h para ficar na fila
-................h para ler jornais e revistas
-................h para ir à academia
-etc.
Quantas horas restaram ao final?
Se voce tivesse apenas uma hora por dia somente para voce, totalmente livre das obrigações, o que faria ?
A necessidade de ter razão
Difícil Encontro
Posted by Ebrael Shaddai in Minhas Poesias on 27/11/2009
Jazem na carne imberbe da Natureza,
De um quinhão escondido e guardado,
Suas linhas florais, proibidas e prometidas,
Seus gritos vermelhos de Cravo, ao Céu de Afrodite...
Antes que o Amor passe, chora, range, se rende!!
Sempre distante, brava, com espinhos que se eriçam..
- Vai-te, Rosa, a perfumar o sonho rubro!! Apressa-te!!
A ágata em flor se ergue, bravia, olhar tórrido,
Para tuas sedas vermelhas, carinhos em cascata.
Somente o vento pode uní-los, é fato
Que a dor é santa, e furiosa a brasa da Paixão...
SÓ VOCÊ PODE MUDAR SUA VIDA
Posted by ahh.. Quem sou eu?!! in autoconhecimento, Psicologia on 26/11/2009
Reescrevendo a História: Des-cobrimento do Brasil.
Posted by Ebrael Shaddai in Crônicas, Fatos e Flatos, Minhas Memórias, Sessão Besteirol on 24/11/2009
Como mais uma criança (e ainda sou uma Criança Grande), eu gostava de simular o que teria acontecido em uma história se essa mesma história não tivesse acontecido de tal maneira. Escrevia, simulava, abstría sobre como ocrreriam as coisas de uma outra maneira, assim como fantasiá-las.
Costumava brincar de repórter e correspondente internacional em fatos importantes. Como seriam as coberturas jornalísticas de fatos como ...??
Des-cobrimento do Brasil (reportagem exclusiva do Jornal Nacional de 22/04/1500):
"Por imagens de uma câmera escondida, flagramos a chegada de uma comitiva de portugueses sem-terra, seguida de uma negociação suspeita com índios nessa praia da Bahia. Percebemos, pelas imagens, que os suspeitos parecem esconder algo por dentro da roupa, já que o calor é infernal e considerando não haver água num veículo a vela como aqueles usados pelos estrangeiros.
A tal comitiva, transportada em três veículos toscos, à vela, aparentemente sem higiene alguma, era formada de elementos, ao que parece, dos mais variados gêneros: heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transsexuais, assexuados, padres, compadres e cães com pênis mutilado.
Estariam os aborigenes interessados em contrabando de roupas, vindas diretamente da Europa, sem pagar impostos?? Estariam esse traficantes visando o cultivo de maconha nas terras indígenas??
O Chefe da Polícia Pré-Federal Pré-Histórica, ao ser questionado sobre as investigações, disse ser difícil o indiciamento de tais indivíduos, já que o litoral é extenso e a categoria encontra-se, no momento, em campanha salarial, pois recebe seus salários por meio de mandioca, guaraná e ervas exóticas. Quando perguntado sobre quais ervas ele falava, disse que não sabia enumerar todas, mas que não passavam de duas. Mas disse ainda que os responsáveis por eventuais excessos seriam responsabilizados. Não faria nada hoje, pois hoje, 22 de abril, está destinado a ser feriado. E nada, nem na Capital do Faz-de-Conta, funciona em feriado. Em dias úteis, e apenas em dias úteis, fazem de conta que funcionam!!
Esse é mais uma reportagem em primeira mão!! Detesto Palha (clone de Ernesto Paglia), direto da praia do Des-Cobrimento do Brasil, para o Jornal Nacional!! William Bonner!!"
William Bonner:
- Obrigado, Detesto!! Outras notícias você terá no Jornal da Globo ou ao longo de nossa programação. Fique agora com mais um capítulo da novela Trapinho das Índias. Boa noite!!
Fonte da charge: http://escolas.trendnet.com.br/mostrasjose/7bdesenhogeom2/cabral7.gif
Livro - O Pai do burros: Frases feitas que a gente escuta (e fala) todos os dias, mas podia evitar
Posted by ahh.. Quem sou eu?!! in artigos interessantes, Livros / Minhas Indicações on 21/11/2009
A obsessão do autor em juntar essas fórmulas prontas (anotava em guardanapo, maço de cigarro ou no que estivesse ao alcance) é a prova de uma "preocupação sadia" (essa pode entrar na próxima edição do livro!) com a linguagem. Humberto é reconhecidamente um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. E é famoso, justamente, por retorcer a frase-feita, dando-lhe um sentido original. Porque dizer que a vida está de "vento em popa" não tem o menor charme, mas o contrário, de que está de "vento em proa" é mesmo bem interessante.
Para chegar até "O Pai dos Burros", Humberto vem num longo caminho de fórmulas prontas. Leu "Dicionário das idéias feitas", de Gustave Flaubert (1952), e "Lugares-comuns", de Fernando Sabino (1974). Passou um bom tempo da vida, e talvez ainda passe, obcecado em catalogar frases e mais frases. "Inclui coisas novas até o último minuto possível no processo de edição e já tenho novas anotadas", diz o autor.
Segundo a pensadora alemã Hannah Arendt:
“Clichês, frases feitas, adesão a códigos de expressão e conduta convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de proteger-nos da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feito por todos os fatos e acontecimentos em virtude de sua mera exigência. Se respondêssemos todo o tempo a essa exigência, logo estaríamos exaustos.”
Humberto Werneck : Sempre fui obcecado pela eficiência da linguagem, e radicalizei quando fui trabalhar no "Jornal da Tarde", de 1970 a 1973. Havia lá uma preocupação extrema com o texto. A gente fazia o que se chama hoje jornalismo literário. Era preciso evitar expressões que, de tão batidas, perderam o sentido. O papel do jornalista é mostrar o novo, e não tem cabimento tentar dizer o novo com linguagem velha. Para passar a informação, é preciso seduzir o leitor, e linguagem velha não seduz. Eu não tenho religião, mas tenho uma padroeira: Sherazade, a moça que salvou o pescoço porque soube seduzir o sultão com suas palavras durante 1001 noites. Nem tanto pelas histórias que contava, mas pelo modo de contar. Quando o leitor me abandona no meio do texto, ele está me decapitando.
No prefácio você explica que uma frase só entra pro hall dos lugares-comuns porque um dia já foram incomuns.
Qual foi a sua principal fonte?
Humberto Werneck : A imprensa. Mas no meu livro tem muitas expressões que ouvi por aí, às vezes em circunstâncias bizarras - até mesmo em velório, acredita? Na época, tinha umas "febres", acordava no meio da noite para anotar lugares-comuns. Às vezes o sentido do que estava lendo chegava a me escapar, tamanha a preocupação em caçar fórmulas prontas.
E como pessoalmente você se relaciona com os lugares-comuns?
Humberto Werneck : Falando, certamente digo lugares-comuns, mas ao escrever procuro evitar. O uso do lugar-comum denota preguiça, falta de imaginação e insegurança. É escolher a facilidade do caminho já trilhado. É usar o velho tal qual, sem a inventividade e a graça que os brechós verbais nos oferecem.
Então há um modo de usar bem o lugar-comum?
Humberto Werneck : O livro não tem caráter policial. Não é um "não pode", é um "se liga". Defendo o uso criativo do lugar-comum. A proposta é de reciclagem. Desarticular o comum e, como num Lego, fazer outra figurinha com ele. Criar lugares-incomuns.
Algumas pérolas
"O mundo todo não vale o meu lar"
"Jurar de pés juntos"
"Num futuro próximo"
Autor: Humberto Werneck
Arquipélago Editorial
205 páginas
Preço sugerido: R$ 29,90

































